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Coleta seletiva    

Sob o ponto de vista de integração ambiental, social e econômica, o único tratamento de lixo realmente sustentável é a separação na fonte. Aterro sanitário, coleta seletiva** , compostagem, revalorização*** e reciclagem são sistemas de apoio ao programa de separação na fonte. São imprescindíveis. A separação na fonte, porém, é o principal, pois é onde tudo começa e, sem o que nenhum dos sistemas mencionados é otimizado em sua potencialidade.
A coleta seletiva é a coleta dos materiais recicláveis previamente separados na fonte geradora. A coleta multisseletiva é a que contempla a separação dos materiais por tipo (uma lixeira para os plásticos, outra para os metais, outra para os vidros e outra para o papel e papelão) já na fonte geradora. Os materiais coletados de maneira seletiva (todos os recicláveis juntos) serão triados em uma unidade de beneficiamento primário, preferencialmente uma cooperativa de catadores, contemplando assim não só o aspecto ambiental, mas o social também com a geração de trabalho e renda. Nesse local, os materiais serão separados por tipo e cor (o que teria que acontecer mesmo que a coleta fosse multisseletiva, pois há uma grande variedade de plásticos, de papel, e assim por diante, que precisa ser separada minuciosamente para a comercialização para a reciclagem), enfardada, estocada e comercializada com os atravessadores que a venderão para as indústrias que consomem matéria-prima reciclável.
O encadeamento desta cadeia produtiva pode ser desenhado assim: “consumo - geração de resíduos – coleta seletiva informal realizada pelos catadores ou sistemas organizados pela municipalidade com ou sem a inclusão do catador – pequeno atravessador – atravessador médio – grande atravessador – indústria”. Ou mais sinteticamente: “consumidor – catador – atravessadores – indústria”, que retorna o produto para o consumidor, fechando o ciclo da reciclagem.
A formação de cooperativas de Catadores de Materiais Recicláveis em algumas cidades brasileiras e a articulação do Movimento Nacional dos Catadores vêm contribuindo aos poucos para transformar essa atividade em política pública e consolidar a coleta seletiva solidária. De acordo com o PNSB (2002), 451 cidades brasileiras têm sistemas de coleta seletiva, em sua maioria com inclusão de catadores.

Disposição para separação na fonte    

Quase ¼ da população brasileira se mostra disposta a separar o lixo doméstico como forma de ajudar na proteção do meio ambiente. Comparando-se os dados de 1992 com os de 1997, percebe-se um aumento de 13% nesta disposição. Ela é maior entre os mais instruídos e de maior renda, entre os moradores das capitais e de cidades com mais de 100 mil habitantes. (fonte MMA, MAST, ISER 1997)

**Coleta que remove os resíduos previamente separados pelo gerador, tais como: papéis, latas, vidros e outros (ABNT).

*** Revalorização : Na cadeia produtiva da reciclagem do plástico há três atores: o recuperador , que é quem cata ou coleta ; o r evalorizador , que é quem floca e/ou chega a pelet ; e o transformador , que é quem chega a o produto final. (Ana, não consegui colocar o que corrigi no mesmo tamanho das outras letras)



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