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Reação da sociedade

Para fazer frente a essas preocupações, algumas conferências internacionais proporcionaram uma discussão em nível global. Em 1972, a Conferência de Estocolmo teve linhas básicas que determinavam a estruturação dos órgãos ambientais e da legislação ambiental, providenciavam sistemas de licenciamento e avaliação de impacto ambiental, incentivavam a atitude reativa das empresas que prestigiavam o cumprimento das normas e o controle pontual de resíduos e enfatizavam a discussão sobre os custos com a preservação ambiental. Em 1975, houve o Encontro de Belgrado e, em 1977, a Conferencia de Tibilizi, na Grécia, onde se discutiu a questão da Educação Ambiental. Mas o mais importante já se mostrava, ainda que de forma tímida, que era a mobilização da sociedade para somar esforços no sentido da conscientização sobre a gravidade da questão ambiental.
Na década de 1990, conceitos como o de desenvolvimento sustentável começam a ganhar peso. Nesses anos 90, os marcos ambientais foram a Conferência do Rio, Eco 92, cujo objetivo era a assinatura de compromisso dos Chefes de Estados para a proteção da biodiversidade e a Conferência de Kioto, em 1997, que discutia, entre outras, coisas a adoção do conceito do ciclo de vida, nos custos ambientais, e a redução das emissões atmosféricas que contribuem para o efeito estufa e os desequilíbrios climáticos.
As empresas começam então a se interessar pela qualidade ambiental, como forma de se manterem nos mercados mais exigentes, e começam a pensar em propostas de práticas e usos de tecnologia de reciclagem no sentido de minimizar gastos e construir uma imagem de atuação “ecologicamente correta”. O papel das empresas passa a ser fundamental, tanto no esforço de ajudar a construir uma consciência mundial acerca das condições de degradação do nosso habitat como na proposta de novas formas para o desenvolvimento econômico que diminuam as desigualdades sociais e ao mesmo tempo protejam o meio ambiente.

Sustentabilidade:

A comunidade sustentável é definida como aquela que é capaz de atender às suas necessidades e satisfazer suas aspirações sem diminuir as oportunidades das gerações futuras. (F. Capra, em seu último livro Conexões Ocultas )

Desafios para a sustentabilidade    

•  Eliminação da pobreza
•  Diminuição do consumo
•  Novo modelo de produção
•  Controle da poluição
•  Alternativas energéticas
•  Controle da população
•  Recuperação ambiental
•  Políticas ambientais locais

Sofá e puf de PET

O Projeto FAZENDO CULTURA, do Instituto Nacional de Tecnologia (INT) tem como objetivos não só promover o acesso de integrantes das comunidades ao mercado, com remuneração justa e condições de trabalho favoráveis, mas também incluir o uso sustentável dos recursos naturais.
Dentro desse projeto, foi desenvolvido o Ecopuf, que aliou a tecnologia desenvolvida pela Divisão de Desenho Industrial do INT a um artesanato tipicamente carioca, envolvendo em sua produção duas comunidades do Rio de Janeiro: Complexo do Jacarezinho (Morrinho) e Complexo do Alemão (Fazendinha).
Sendo um produto solidário, o Ecopuf estimula a inclusão de pessoas na economia e no mercado de trabalho por meio da produção artesanal. Além de estimular o desenvolvimento da capacidade individual, incentiva a preservação do meio ambiente com reciclagem de garrafas plásticas (PET).

Puf de PET Ondazul    

O projeto da organização não governamental Ondazul visa minimizar a insuficiente gestão dos resíduos sólidos e dos seus impactos ambientais, sociais e econômicos. Com isso, quer estimular a atividade dos catadores por meio da compra de garrafas PET por cooperativas, e do incentivo à coleta de resíduos sólidos (lixo doméstico) nas comunidades.
As garrafas PET, um dos materiais mais utilizados pela indústria de embalagem e que leva cerca de 400 anos para degradar-se, têm contribuído para entupir galerias pluviais, tais como bocas de lobo e canais, além de ocupar espaço em lixões e aterros sanitários.



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