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O efeito estufa

Certos gases prendem o calor na atmosfera da Terra da mesma forma que o vidro em uma estufa (daí o termo). Um efeito estufa natural é necessário para a vida na Terra, mas o aumento das emissões tem aumentado o efeito estufa, que é considerado o responsável pelo aquecimento global recente. Em 1894, o químico Svante Arrhenius calculou o quanto a industrialização estava contribuindo para o aumento de gases críticos na atmosfera. Em 1896, escreveu que, se a quantidade de dióxido de carbono no ar dobrasse, a temperatura aumentaria em 5 ou 6º C – números próximos às estimativas atuais.
A causa dominante da liberação na atmosfera desses gases tem sido, no caso do dióxido de carbono, a queima de combustíveis fósseis como o petróleo, e, no caso do metano, que é 20 vezes mais potente que o dióxido de carbono, os aterros e lixões. O metano também é produzido pela ação de certas bactérias que são encontradas nas entranhas de animais ruminantes como ovelhas e vacas.
Colaborando para o efeito estufa e a rarefação da camada de ozônio, temos os CFCs (clorofluorcarbonos) abandonados em larga escala nos últimos 15 anos justamente para proteger a camada de ozônio, mas ainda presentes em alguns refrigeradores e outros equipamentos; a emissão do CO2, resultante da queima de combustíveis fósseis; o vapor de água resultante do aquecimento global; e o metano, produzido nos aterros e lixões. Daí a importância da reciclagem e principalmente da aplicação dos 3 Rs na geração e destinação dos resíduos.
Ao perceberem a atuação desses efeitos, as sociedades mais avançadas passaram a se preocupar com o futuro dos bens naturais do planeta, chegando à conclusão de que alguma coisa deveria ser feita para minimizar os efeitos nocivos ao meio ambiente, considerando até mesmo o crescimento da pobreza em várias zonas do globo, como efeitos desse modelo.

A reciclagem de PET    

A reciclagem de PET ( Polietileno Tereftalato) é, no Brasil, uma atividade industrial recente que acontece  há cerca de 10 anos, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria do Pet (ABIPET).

O PET pode ser reciclado de três maneiras diferentes:

1 - Reciclagem química . Utilizada também para outros plásticos, separa os componentes do PET, fornecendo matéria-prima para solventes e resinas, entre outros produtos.
2 - Reciclagem energética . O calor gerado com a queima do produto pode ser aproveitado na geração de energia elétrica (usinas termelétricas), alimentação de caldeiras e altos-fornos. O PET tem alto poder calorífico e não exala substâncias tóxicas quando queimado.
3 - Reciclagem mecânica . Praticamente todo o PET reciclado no Brasil passa pelo processo mecânico, que pode ser dividido em:

RECUPERAÇÃO: Nessa fase, as embalagens que seriam atiradas ao lixo comum ganham o status de matéria-prima, o que de fato, são. As embalagens recuperadas serão separadas por cor e prensadas. A separação por cor é necessária para que os produtos que resultarão do processo tenham uniformidade de cor, facilitando assim, sua aplicação no mercado. A prensagem, por outro lado, é importante para que o transporte das embalagens seja viabilizado.

REVALORIZAÇÃO: As garrafas são moídas, ganhando valor no mercado. O produto que resulta dessa fase é o floco da garrafa. Pode ser produzido de maneiras diferentes. Os flocos mais refinados podem ser utilizados diretamente como matéria-prima para a fabricação dos diversos produtos a que o PET reciclado dá origem na etapa de transformação. No entanto, há possibilidade de valorizar ainda mais o produto, produzindo os grãos de PET reciclado. Dessa forma, o produto fica muito mais condensado, otimizando o transporte e o desempenho na transformação.

TRANSFORMAÇÃO: Fase em que os flocos serão transformados num novo produto, fechando o ciclo. Os transformadores utilizam PET reciclado para fabricação de diversos produtos, inclusive novas garrafas para produtos não alimentícios.



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